sábado, 12 de maio de 2012


Produção científica na ciência da informação

Antonio Miranda

No início da década de 70, quando os Toffler já haviam propalado o conceito de" terceira onda" e anunciavam a "era da informação", e MacLuhan há tempos entendia que vivíamos em uma "aldeia global" em virtude dos avanços nas telecomunicações e da mídia televisiva, ou seja, quando a idéia de" globalização" não estava em voga, mas estava sendo anunciada, o escandinavo Bjorne Tell andou pela Venezuela a convite das autoridades daquele país vizinho. A Venezuela orgulhava-se de contar com uma elite de pesquisadores no seu Instituto Venezolano de Investigaciones Científicas (IVIC) e de contar com a melhor biblioteca de ciência e tecnologia da América Latina, ambiente propício para uma produção científica relevante. As recomendações do ilustre visitante para o desenvolvimento científico fazem parte de um relatório da Unesco, e, dentre elas, uma causou escândalo nos meios políticos e jornalísticos: a de que os cientistas venezuelanos deveriam esforçar-se por publicar trabalhos em língua inglesa e, mais do que isso, editar uma revista internacional, em inglês, para veicular sua produção. A Venezuela, como aliás toda a região, vivia a exacerbação do nacionalismo e, mesmo sendo o espanhol a língua dos colonizadores, era vista como símbolo pátrio e, ao contrário, o inglês era fatalmente relacionado com o imperialismo ianque. Sinais dos tempos.
De novo na Venezuela, o problema é colocado pelo espanhol Felix Moya. Em reunião recente em Maracaibo, o ilustre pesquisador de Granada apresentou o estado da visibilidade da literatura ibero-americana no contexto da produção científica mundial. O resultado a gente sabe: temos uma participação minoritária. Mas ele foi mais longe e, pela primeira vez, revelou a situação da ciência da informação no contexto. Os dados concretos vamos deixar para um comunicado futuro no Informativo IBICT, mas cabe adiantar que a nossa área responde por uma parcela residual da produção mundial e que a participação da América Latina, Caribe e Península Ibérica é ainda simbólica.
Todos nós sabemos como é feito o "controle bibliográfico" da produção mundial: de forma extremamente seletiva, e os textos em línguas menos" acessíveis" costumam ser marginalizados, mesmo o espanhol, que é considerado língua oficial das Nações Unidas, para não detalhar a situação marginal da língua portuguesa. A lista básica que consubstancia o levantamento tanto da produção quanto das citações prima pela qualidade das publicações científicas, mas centra-se nas que privilegiam a língua inglesa. A surpresa correu por conta do fato de países como a Espanha, Portugal e mesmo o pequeno Panamá estarem em condições proporcionais superiores ou próximas do Brasil. Em outras palavras, da mesma maneira que cientistas venezuelanos e brasileiros têm dificuldades para serem reconhecidos pela comunidade internacional, os cientistas da informação não constituem exceção. A nossa situação é ainda pior. Como reverter tal situação?
Houve um tempo em que a revista Ciência da Informação publicava alguns artigos em inglês, inclusive de autores brasileiros. Causou estranheza e até protestos. Muitos entendiam que a principal razão da publicação seria a de propiciar textos em língua nacional para servir aos profissionais. Hoje, nós publicamos originais em língua castelhana sem constrangimentos, legitimados pelos objetivos integracionistas do Mercosul. Como ficam a língua inglesa e outras línguas? Reconhecemos ser este um tema para uma reflexão mais ampla em virtude de suas implicações logísticas e econômicas.
O que desejamos levantar é a questão estratégica de encontrar caminhos para alcançarmos uma visibilidade mais justa de nossa produção científica na área de ciência da informação, reconhecidamente emergente após o tremendo esforço gerado a partir da década de 50 com a criação do Instituto Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação (IBBD), dos cursos de documentação científica, com o advento dos cursos de pós-graduação, com o surgimento de revistas científicas e técnicas especializadas e com a consolidação de uma elite diversificada de profissionais de alto nível, de educadores e de pesquisadores. A nossa "projeção" internacional não corresponderia ao porte e qualidade do trabalho que realizamos.
Se analisarmos cada caso em particular, poderemos descobrir as razões das vantagens relativas aludidas. Por exemplo, a Espanha hoje faz parte da Comunidade Européia e os investimentos em C&T vêm propiciando o desenvolvimento de suas publicações científicas. Não obstante, sabe-se que as autoridades espanholas fizeram um esforço significativo para promover revistas espanholas nas considerações do órgão norte-americano que faz a compilação de dados mundiais. Portugal tomou o atalho de realizar uma pós-graduação com a Universidade de Sheffield (Reino Unido), produzindo trabalhos em língua inglesa. O Panamá retomou a Zona do Canal, mas permanece lá um instituto de pesquisa norte-americano ligado à Smithsonian Institution, cujos pesquisadores são estrangeiros em sua maioria. O México, além da proximidade com os Estados Unidos e de praticar com mais intensidade o envio de pesquisadores para formação no país vizinho, conta com um instituto de pesquisa biblioteconômico com uma política suficientemente agressiva para marcar presença internacional. Em outras palavras, não bastam os méritos. É crucial promover. Como dizia o folclórico Chacrinha, "quem não se comunica se trumbica". Há até quem pague para garantir a inserção de seus trabalhos em revistas estrangeiras, quando os trabalhos merecem um investimento de tal magnitude.
Em face do exposto, queremos convocar os responsáveis pela produção científica - notadamente os dirigentes das instituições-líderes (IBICT e sistemas especializados) e também da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (Ancib) - para um debate que nos leve à formulação de estratégias que propiciem mudar o atual quadro negativo.
Entre as idéias em pauta, estariam ampliar o financiamento da pesquisa especializada, criar prêmios para os melhores trabalhos de pesquisa, financiar as traduções, criar facilidades para que os nossos pesquisadores possam, com mais freqüência, participar de eventos internacionais, identificar revistas estrangeiras importáveis que sejam mais receptivas e, sistematicamente, promover o envio de originais e até mesmo o extremo artifício -  proposto por Bjorne Tell - de criarmos uma revista internacional. Quem sabe uma publicação da Ancib com uma seleção do que de melhor se publica em nossas revistas, além de textos inéditos ou mesmo uma edição extra anual da Ciência da Informação com o mesmo propósito? Uma revista estritamente brasileira ou mais abrangente, aberta ao Mercosul e à comunidade internacional?
Fica a provocação e esperamos as repercussões.


Antonio Miranda
Professor do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da UnB e membro da Comissão Editorial da revista Ciência da Informação.
 

sexta-feira, 13 de abril de 2012


Dicionário de Português (Aurélio) no Painel do Paim

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sábado, 7 de abril de 2012


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sábado, 31 de março de 2012


Resumo das Notícias Publicadas pelos Principais Jornais do País (Sinopse Radiobras), do Dia em que o Internauta Clicar no LINK abaixo:

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quarta-feira, 21 de março de 2012


O que Publicam os Principais Jornais do País, nesta QUARTA-FEIRA, 21-03-2012 (Sinopse Radiobras)


O Globo

Manchete: Nas nossas costas - Vazamentos: leis só preveem atuação após óleo derramado
Para fiscalizar acidente, Marinha usa helicóptero de empresa investigada

Nem as recentes descobertas do pré-sal fizeram o Brasil aprimorar sua legislação para evitar vazamentos como o da Chevron na Bacia de Campos, dizem especialistas. Dois anos após o acidente da BP no Golfo do México, o Brasil não conseguiu por em prática o seu Plano Nacional de Contingência (PNC), e ainda hoje não é dada atenção à prevenção de acidentes. Faltam, por exemplo, obrigatoriedade de um seguro ambiental para a exploração do petróleo e coordenação entre as diferentes esferas de governo. A legislação concentra seu foco na punição. Também faltam recursos. A Marinha, por exemplo, sobrevoou a área do vazamento na sexta-feira e ontem em aeronave da investigada Chevron. Levantamento mostra que, entre as grandes petroleiras do mundo, a Petrobras foi a que registrou menor volume de óleo vazado em 2010. (Págs. 1, 19, 20 e O Globo a mais) 

Deputados emperram Lei da Copa
Cresce pressão para que Código Florestal seja votado antes

Apoiada pelo líder da PMDB, Henrique Eduardo Alves, a Frente da Agricultura ganhou adesões para empurrar a aprovação da Lei Geral da Copa para depois da votação do Código Florestal, o que o Palácio do Planalto não quer. O governo recuou na liberação de bebidas alcoólicas, e cada estado terá que mudar sua legislação para atender a Fifa. O diretor de marketing da entidade, Thierry Well, elogiou a organização da Rússia, que sediará a Copa em 2018, e criticou os atrasos do Brasil. Agora, sem chute no traseiro. (Págs. 1, 10 e Caderno Esportes) 

França à caça de atirador
A França realiza uma caçada de grandes proporções ao atirador de Toulouse. Sem deixar qualquer traço de DNA, ele filmou o assassinato de um rabino e três crianças com uma câmera presa ao pescoço e pôs o país inteiro na expectativa de um novo ataque. (Págs. 1, 25, 26 e editorial "Antigos fantasmas assustam a Europa")
Morte de brasileiro na Austrália ainda sem explicação (Págs. 1 e 3)


Propina: PF começa a ouvir 17 acusados
A PF começa a ouvir hoje 17 pessoas das empresas Locanty, Toesa, Ruffolo e Bella Vista, que ofereceram propina a um repórter do "Fantástico" que se passava por gestor de hospital. A Câmara do Rio desistiu de renovar contrato com a Locanty. Estado e prefeitura estudam a melhor forma de cancelar os serviços. (Págs. 1, 12 e editorial "O incentivo da impunidade à corrupção") 
Para senador, políticos ganham mal
Ex-governador de Rondônia, o senador Ivo Cassol (PP-RO) brecou ontem a votação de projeto que acaba com os 14º e 15º salários de senadores. "Político no Brasil é multo mal remunerado! Tem que atender o eleitor", disse, após pedir vista da proposta. (Págs. 1 e 11) 
'Papelzinho' e papelão
Um dia após ter declarado que o compromisso - assinado na campanha à prefeitura paulistana em 2004 - de cumprir o mandato até o fim era só um "papelzinho", José Serra disse não ver razão para polêmica: "Assinar ou não, não faz diferença". Para Fernando Haddad (PT), o tucano fez pouco da boa-fé da população. (Págs. 1 e 9)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Dilma chama empresários para cobrar investimentos
Reunião com 27 executivos visa criar agenda positiva em meio à crise política

Em busca de uma agenda positiva, Dilma Rousseff fará amanhã reunião com 27 grandes empresários em que cobrará mais investimentos para acelerar o ritmo de crescimento do país.

O encontro acontece num momento em que o Planalto enfrenta uma turbulência política, após trocar os líderes do governo na Câmara e no Senado, desagradando principalmente ao PMDB. (Págs. 1 e Poder A4)

Menor demanda da China por minério de ferro prejudica Vale
O apetite chinês por minério de ferro está caindo, anunciou a mineradora australiana BHP Billton. A declaração derrubou ações de grandes empresas do setor. A brasileira Vale teve queda de 1,53%. Segundo analistas, a companhia, que exporta um terço da produção para a China, não deve repetir o lucro de 2011. (Págs 1 e Mercado B1)
ANP vai aplicar 25 autuações contra a Chevron por vazamento (Págs. 1 e Mercado B5)


Polícia foi 'irresponsável', diz cônsul na Austrália
O cônsul-adjunto do país em Sydney, André Costa, acusou a polícia local de agir de modo "irresponsável" na ação que resultou na morte do estudante Roberto Laudísio, atingido por disparos de uma pistola de choque.

Uma testemunha disse que o estudante recebeu quatro disparos, além de spray de pimenta. Pouco antes de ser morto, Laudísio ligou para a irmã e disse que estava sendo ameaçado, sem dar detalhes. (Págs. 1 e Cotidiano C1) 

Governo volta a contrariar Fifa e coloca acordo da Copa em risco
Com medo de derrota na Câmara, o governo vai retirar do texto da Lei Geral da Copa a permissão explícita de bebidas alcoólicas nos estádios. O recuo põe em risco acordo feito com a Fifa, que terá de negociar diretamente com sete Estados.

Para o governador Cid Gomes (PSB-CE), o Planalto foi "covarde" e teve "postura de avestruz". (Págs. 1 e Poder A8) 

Juca Kfouri: Pretensão de Ronaldo na CBF é progresso
A simples presença de alguém com a história e o carisma de Ronaldo nos debates sobre o nosso futebol, agora livre do clã Teixeira-Havelange, é um progresso. Que a ele se associem atletas em atividade. (Págs. 1 e Esporte D6) 
Roberto Abdenur: O 'novo Atlântico’ surge em estudos internacionais
Não faz sentido pensar só no Atlântico Norte como principal área do oceano. O Atlântico Sul passa por notável transformação. (Págs. 1 e Mundo A14) 
Atentados deixam saldo de 52 mortos e 200 feridos no Iraque (Págs. 1 e Mundo A10)


Foto legenda: Susto e danos
Pessoas vão às ruas na Cidade do México durante o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu parte do país; não há registro de mortos, mas faltou luz na capital e 500 casas foram danificadas no sul, próximo ao epicentro. (Págs. 1 e Mundo A14) 
Editoriais
Leia "Jogo fisiológico", sobre tramitação da Lei Geral da Copa; e "Direito de resposta", acerca de projeto regulamentador aprovado no Senado. (Págs. 1 e Opinião A2)
Foto-legenda: Peritos da polícia de Sydney buscam provas ao lado do corpo do estudante no domingo (Pág. 1)


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O Estado de S. Paulo

Manchete: Governo deixa para os Estados decisão sobre bebida na Copa
Acordo para Lei Geral contraria Fifa e não libera expressamente a venda

O governo e a base aliada na Câmara selaram acordo para votar a Lei Geral da Copa sem liberar expressamente a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, como quer o PT. O texto apenas suspenderá o artigo do Estatuto do Torcedor que proíbe a venda, e a Fifa terá de negociar diretamente com Estados onde há leis contrárias. Segundo o relator do projeto, Vicente Cândido (PT-SP), em 7 das 12 sedes esse problema existe, mas o governo diz que todos os Estados, quando se candidataram a sede, comprometeram-se a acabar com a proibição. A Fifa, por sua vez, avalia que a lei da Copa tem de ser única para todo o País. A votação ficou para hoje porque a oposição e a bancada ruralista ameaçavam obstruir até que fosse marcada a data da votação do novo Código Florestal. (Págs. 1 e Esportes E1)

ANP vai rever prevenção em casos de vazamento
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) pretende reavaliar os procedimentos de prevenção e contenção de vazamentos após o problema registrado pela Chevron, no Rio. Ontem, a Justiça Federal determinou que 15 executivos da empresa e da Transocean entreguem os passaportes. (Págs. 1 e Vida A14)

Convocação do Senado

A Comissão de Meio Ambiente convocou executivos da Chevron para dar esclarecimentos. (Págs. 1 e Vida A14) 

Petróleo em alta ameaça recuperação da economia
A escalada do preço do petróleo pode atrapalhar a frágil recuperação da economia global, segundo autoridades e o mercado. Embora as cotações tenham caído ontem, no acumulado do ano o petróleo subiu quase 17%. A crise na Líbia, ano passado, já apertou a oferta global, e o aumento das tensões entre o Ocidente e o Irã pode representar novo choque do petróleo. Para o FMI, os preços podem ficar até 30% mais altos se os produtores demorarem a ajustar a oferta com a queda das exportações do Irã, sob embargo. (Págs. 1 e Economia B1 e B3) 
Foto legenda: Tremor apavora México
Moradores da Cidade do México se assustam ao sentirem os efeitos do terremoto de 7,8 graus na escala Richter que atingiu o sudoeste do país e aparentemente não fez vítimas. O México conhece o drama dos terremotos; em 1985, um abalo de 8 graus matou 10 mil. (Págs. 1 e Internacional A10) 
A terra das garagens
Estudo da Escola Politécnica da USP mostra que 25% da área construída de São Paulo é usada para abrigar os 7,2 milhões de veículos licenciados na cidade. E a própria lei cria essa situação: em grandes empreendimentos comerciais e edifícios, o incorporador é obrigado a fazer estacionamento. (Págs. 1 e Cidades C3)
Estado promete 5 estações da Linha 4 do Metrô em 18 meses
O governador Geraldo Alckmin prometeu entregar em 18 meses as estações Vila Sônia, São Paulo-Morumbi, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Mackenzie-Higienópolis (até Estação da Luz). A linha já tem túneis prontos e seis estações em operação. As obras serão retomadas no sábado. (Págs. 1 e Cidades C1) 
Prótese mamária tem importação suspensa (Págs. 1 e Vida A15)


Fraude na saúde do Rio chega a R$ 124 mi (Págs. 1 e Nacional A6)


Antero Greco
Aprendiz de cartola

O que esperar de Ronaldo se, de fato, vier a presidir a CBF? É jovem, mas - a julgar pelo que diz no momento - velho na maneira de agir e pensar. (Págs. 1 e Esportes E2) 

Notas & Informações
Festa para a indústria de fora

A indústria brasileira perdeu poder de competição tanto fora do País como no mercado interno. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense

Manchete: Jovens vão às compras e afundam em dívidas
Fechar as contas do mês costuma ser um tormento para João Thiago Stilben, de 22 anos. Welington Alencar Borges, de 21, também sofre com a fatura do cartão de crédito. Não são os únicos. Segundo pesquisa do SPC, 17% dos consumidores entre 20 e 25 anos encerraram 2011 inadimplentes. No mês passado, 30,4% dos que têm de 18 a 29 anos estavam no vermelho. (Págs. 1 e 9)
Você já sabia... Senado enrola e não vota fim de privilégio
Uma manobra de Ivo Cassol (PP-RO), um manjado pedido de vista, interrompeu o início da votação do projeto que extingue o 14º e o 15º salários, uma benesse que os brasileiros que sustentam os senadores não têm. "Nós, políticos, somos mal remunerados", debochou. (Págs. 1, 2 e 3)
Servidor terá aposentadoria integral em caso de invalidez
Projeto de emenda à Constituição aprovado no Senado beneficia quem ingressou no serviço público até 2003 e se aposentou por invalidez. União, estados e municípios terão até seis meses; após a promulgação da matéria, para atualizar pagamentos. (Págs. 1 e 13) 
Educação? A prioridade dos distritais é fazer festa
Cada deputado brasiliense pode apontar gastos de até R$ 12 milhões em emendas. Juntos, eles destinaram R$ 70,73 milhões para eventos. O total destinado às áreas de saúde, educação, segurança e transporte corresponde à metade desse valor. (Págs. 1 e 22) 
Investigação: Contradições em morte de brasileiro
Versão da polícia para o assassinato de Roberto Laudísio é questionada. Caso aumenta polêmica sobre armas de choque. (Págs. 1, 17 e 29)


Entre o risco e as promessas
Cidades de países da Europa, dos EUA e da América do Sul apostaram no uso das bicicletas no transporte público e conseguiram excelentes resultados, Brasília tem planos ambiciosos, como a construção de 600km de ciclovias até 2014. Mas, enquanto as pistas não chegam, ciclistas como Patrícia de Melo sofrem com o desrespeito. A atleta foi atropelada num condomínio do Lago Sul e reclama da falta de estrutura e da má educação dos motoristas. (Págs. 1, 24 e 25) 
Obras suspensas no Sudoeste
Tribunal de Contas do Distrito Federal suspende a construção de prédios nas quadras 500 e determina medidas para preservação do espaço como área tombada de Brasília. Empresa responsável pelas obras avisou que vai recorrer da decisão. (Págs. 1 e 31) 
MP pede ação contra trotes
Lenta na adoção de regras contra a violência na recepção de calouros, UnB promete apurar os últimos casos. (Págs. 1 e 21) 
Aéreas cobram até pela água
Na nova política de baixo custo nos voos nacionais, passageiros pagam pelo consumo de lanches e bebidas. (Págs. 1 e 10) 
Fifa terá que negociar bebida com governadores (Págs. 1, 2 e 3)


Psicopata: França teme novo ataque de atirador
Enquanto caça o homem que atacou uma escola judaica, polícia reforça a tese de que o matador é movido pelo ódio racial. (Págs. 1,16 e Visão do Correio, 14)
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Valor Econômico

Manchete: Sob pressão, União negocia o fim da 'guerra dos portos'
Três governadores fizeram ontem apelos dramáticos aos senadores para que não aprovem o fim da chamada "guerra dos portos" sem um prazo de transição para que os seus Estados possam se ajustar. "A medida representará a falência do Estado", disse o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), que calcula perdas de R$ 1,9 bilhão. "Não é possível que nos seja imposto um prejuízo desse tamanho", afirmou o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD). "Peço que o Senado observe o equilíbrio federativo", reforçou o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB).

Durante a audiência pública que discutiu a proposta de Resolução 72 do Senado - que, se aprovada, impedirá os Estados de conceder incentivos fiscais para a importações de mercadorias -, os governadores conseguiram alguns apoios importantes, até mesmo da própria base governista. (Págs. 1 e A11)

Foto legenda: Boa vizinhança
Graças ao crescimento econômico vigoroso, a América Latina passou a ser um importante mercado para os jatos da Embraer, segundo o diretor Eduardo Munhoz de Campos. (Págs. 1 e B1)
Embrapa perde terreno na pesquisa agrícola
Principal responsável pela modernização da agricultura brasileira e pela transformação do Cerrado em uma das maiores fronteiras agrícolas do planeta, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) corre o risco de se tornar irrelevante na criação de tecnologias para a produção das principais commodities exportadas pelo Brasil, hoje dominada por companhias estrangeiras.

A Embrapa enfrenta desafios para competir no mercado. Sem recursos suficientes para grandes projetos, dificuldades para estabelecer parcerias e resistências à entrada do capital privado, a estatal vê sua participação despencar em alguns dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio, como soja, milho e algodão. (Págs. 1 e B12)

Luiz Marinho volta às urnas com plano de polo de defesa
Candidato à reeleição numa campanha em que os adversários da oposição ainda estão indefinidos, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), fala com ambição ao detalhar seu plano de criar um novo modelo de desenvolvimento regional no ABC. O sonho de transformar a "capital do automóvel" em polo de fornecimento de componentes para a indústria de defesa e de exploração do pré-sal extrapola as fronteiras municipais e pode levar Luiz Marinho a voos além do segundo mandato de prefeito. Embora negue a intenção de se candidatar a governador, seu nome já surge no meio político como provável aposta do PT na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes em 2014. Marinho diz que, se reeleito, concluirá o mandato, em 2016.

Os adversários políticos aplaudem a possibilidade de novos investimentos no município, mas dizem que o plano do petista para atrair a indústria bélica e de petróleo e gás para São Bernardo do Campo é "puro marketing, usado para justificar as viagens internacionais e alavancar a candidatura à reeleição". "Ele arrasta essa história desde o início do mandato, mas até agora não vimos nada concreto", afirma o deputado estadual Alex Manente (PPS), provável adversário do petista na eleição. (Págs. 1 e A16)

Foto legenda: Crescimento turbinado
A expansão dos negócios de exploração de petróleo e gás no Brasil anima a Rolls-Royce, que planeja a abertura de duas unidades de montagem e testes no Rio, afirma o CEO John Rishton. (Págs. 1 e B7)
Elétricas podem entregar conta diretamente a cliente
As companhias de energia têm conseguido na Justiça autorização para entregar diretamente aos consumidores as contas de luz, sem a participação dos Correios. O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região julgou recentemente que Ceron, Eletroacre e Celpa podem continuar a realizar a operação. As três empresas utilizam um sistema chamado de "on site", que permite a seus funcionários fazer a leitura dos relógios, calcular as faturas e entregá-las diretamente aos usuários. A medida tem por objetivo reduzir custos e aumentar a eficiência.

Para o tribunal, as distribuidoras não entraram no mercado reservado aos Correios, pois com o sistema as contas não seriam transportadas até os consumidores. Os Correios, no entanto, entendem que a operação representa violação ao seu privilégio de prestar exclusivamente o serviço postal. De acordo com Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), 27 das 46 distribuidoras do país são alvos de 30 ações judiciais dos Correios. (Págs. 1 e E1)

Austrália também taxa mineração
O Congresso da Austrália aprovou uma nova tributação de 30% sobre os lucros das grandes empresas que extraem minério de ferro e carvão. O novo imposto foi uma grande vitória para o governo de minoria da primeira-ministra Julia Gillard, que declarou que a medida tem o objetivo de dividir entre todos os australianos os benefícios do boom da mineração vivido pelo país.

No ano passado, o Peru já havia aumentado os impostos para as mineradoras. Uma das primeiras medidas do presidente Ollanta Humala após tomar posse foi fechar em agosto um acordo com as principais empresas atuantes no setor para a cobrança de um imposto de 5% sobre o lucro operacional. Agora, a Austrália, um dos principais produtores de minérios do planeta, além de indicar que a maior taxação dos chamados "lucros excepcionais" das mineradoras não se restringe apenas aos países em desenvolvimento, pode estar determinando uma tendência. (Págs. 1 e A13)


Governo italiano tenta aprovar reforma da legislação trabalhista (Págs. 1 e A13)


Dívida ativa se aproxima de R$ 1 tri
Mesmo com a melhora da arrecadação obtida com programas de parcelamentos e descontos, a dívida ativa da União registrou crescimento de 13,41% no ano passado e já se aproxima de R$ 1 trilhão. (Págs. 1 e A2)
Estratégias restritas
Pesquisa com executivos de 80 empresas nacionais das áreas de celulose, varejo, química, financeira e do setor público mostra que mais da metade delas não trabalha com planejamento de longo prazo. (Págs. 1 e A4) 
Avanço da banda larga móvel
O número de acessos a internet de banda larga móvel por aparelhos celulares de terceira geração (3G) no Brasil cresceu 127% no ano passado, somando 33,2 milhões de conexões, 80% do total de conexões móveis de alta velocidade. (Págs. 1 e B3) 
IPI menor para linha branca
A indústria de eletrodomésticos deve conseguir a extensão do prazo de redução do IPI para linha branca. Os fabricantes contarão com o benefício até 30 de junho e vale para geladeiras, fogões, lavadoras de roupa e "tanquinhos". (Págs. 1 e B4) 
Plano da Gol é alvo de procuradores
Ministério Público do Trabalho vai analisar possível ilegalidade no programa de licenças não remuneradas implementado pela Gol. Sem previsão legal expressa, a medida só poderia ser adotada em benefício do trabalhador. (Págs. 1 e B5) 
Negócios Sustentáveis
Ao transformar substâncias vegetais que fazem a assepsia da natureza em produtos para limpeza pesada em fábricas, a TerpenOil, de Jundiaí (SP), permitiu que indústrias de grande porte economizassem insumos e atingissem melhor padrão de sustentabilidade, diz Marcelo Ribeiro. (Págs. 1 e Especial)
Vega aposta em energia sustentável
Com foco na construção e aproveitamento de aterros para geração de energia, a Vega Engenharia Ambiental, empresa do Grupo Solví, calcula elevar o faturamento a R$ 1,6 milhão em cinco anos, o que representará um aumento de 80% sobre 2011. (Págs. 1 e B7)
Rabobank eleva capital
O banco holandês Rabobank vai aumentar o capital da subsidiária brasileira em R$ 250 milhões até o fim do próximo ano. A intenção é ampliar a carteira de crédito, concentrada em empréstimos para o agronegócio. (Págs. 1 e C5)
Ideias
Rosângela Bittar

A presidente Dilma Rousseff transformou o Palácio do Planalto em uma Casa Civil. Toma conta de tudo e de todos. (Págs. 1 e A6)

Ideias
Martin Wolf

China encara a difícil transição de uma política de "crescimento extensivo" para outra, de “crescimento intensivo". (Págs. 1 e A15)

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Estado de Minas

Manchete: Brecha para ficha-suja
Ministério Público Eleitoral terá apenas cinco dias corridos para analisar todos os candidatos com base na Lei Ficha Limpa e ver quem pode ou não concorrer

O prazo curto para os promotores examinarem os pedidos de registro de candidatura poderá acabar beneficiando políticos condenados por tribunais, que estariam impedidos de disputar as eleições em outubro. Para o procurador eleitoral de Minas, Felipe Peixoto Braga Neto, o prazo contraria o interesse público. "Nas eleições municipais de 2010, foram mais de 5 mil petições. É algo feito para dar errado", afirma o procurador. Se a peneira do MP falhar, não há como evitar candidaturas irregulares. Para tentar agilizar o levantamento, os pedidos de impugnação já vão estar prontos, bastando pôr o nome do candidato a ser barrado.

Enquete mostra 26 deputados estaduais dispostos a acabar com o 14º e 15º salários (verba do paletó), 24 indecisos e 16 contrários. (Págs. 1, 3 e 4)

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Jornal do Commercio

Manchete: Golpe frustra sonhos
Empresa, ainda não identificada, cobrou R$ 350 por pessoa para trazer gente do Maranhão e do Piauí com promessa de emprego em Suape. Mesmo negando ter participado da captação, consórcio da refinaria fez acordo para mandar o grupo para casa. (Págs. 1 e Economia 3)
Estado dispensará empresa suspeita
Governo anuncia que não renovará contrato com locadora de ambulâncias Toesa, denunciada pelo Fantástico por fraude em licitação. (Págs. 1 e Economia 5)

Executivos da petroleira ficam retidos no País
Por causa do vazamento de óleo, funcionários têm 24 horas para entregar passaportes. (Págs. 1 e Cidades 6)

Estados vão decidir sobre bebida na Copa
Acordo transfere para os governos a missão de negociar com a Fifa sobre o consumo de álcool no Mundial. (Págs. 1 e Esportes, 3)
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Zero Hora

Manchete: Reajuste do magistério é aprovado sob vaias
Em sessão tumultuada, com duração de mais de cinco horas, Assembleia aprovou aumento em três parcelas, a primeira em maio. Cpers lotou galerias e rechaçou decisão.

Foto legenda: Oposição se retirou do plenário e projeto foi aprovado por 29 votos a zero, na tarde marcada por negociações e tensão. (Págs. 1, 4, 5 e Rosane de Oliveira, 10)

Efeito dominó: Do Sul ao Norte, um Estado naval
Investimentos consolidam nova vocação da economia gaúcha. (Págs. 1, 16, 17 e Editoriais, 14)
De olho: Dicas para conhecer melhor seu candidato
ZH inicia a cobertura de eleições com um serviço para ajudá-lo a rastrear quem pede seu voto. (Págs. 1 e 6)
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Brasil Econômico

Manchete: Amazon vai começar a operar no Brasil a partir de 1º de setembro
A companhia americana de comércio eletrônico, que faturou US$ 48,8 bi em 2011, chega ao país planejando vender 6 milhões de produtos até o final de 2013, segundo documento obtido pelo BRASIL ECONÔMICO. Já busca centro de distribuição em SP. (Págs. 1 e 16)
Os desafios de Martini na Souza Cruz
Ao receber o BRASIL ECONÔMICO para sua primeira entrevista como presidente da Souza Cruz, Andrea Martini falou da estratégia para ampliar sua fatia no mercado. (Págs. 1 e 18)
Brasileiros montam fábricas lá fora para vender aqui
Para fugirem dos impostos e de outros custos do país, empresas nacionais estão construindo unidades no exterior para exportar para o Brasil, fenômeno que acontece, principalmente, com fabricantes de brinquedos e calçados. (Págs. 1 e 4)
Governo quer ICMS de 4% nos estados
Para dificultar a entrada de importados, a proposta subiria de 2%para 4% o ICMS, unificando a alíquota. (Págs. 1 e 6) 
Ex-chefão do HSBC chega ao Santander
Banco espanhol mexe de novo na diretoria e coloca Conrado Engel em uma das vice-presidências. (Págs. 1 e 31)

Rede de varejo do Rio desembarca em São Paulo
Com 26 lojas, Hortifruti, abre seu primeiro ponto na capital paulista nos próximos seis meses. (Págs. 1 e 26)
O vilão dos juros
Para o ex-ministro Delfim Netto, Selic só cai de vez se governo mexer na caderneta de poupança. (Págs. 1 e 31)

domingo, 26 de fevereiro de 2012


Visão Ecológica - Por Edson Paim & Rosalda Paim





Visão  Ecológica é a expressão cunhada por Rosalda Paim, quando da elaboração de sua Teoria Sistêmica de Enfermagem (1967/74) para denotar a visualização ou o estudo de quaisquer sistemas. mediante o prisma ou a perspectiva da Ecologia e, constitui uma etapa intermediária, utilizada para a elaboração, na esteira da Complexidade, do Pensamento Sistêmico Ecológico Cibernético Informacional (PSECI), o qual corresponde ao quadro de referência ou base filosófico da  sua "Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem.

A Visão Ecológica ou Perspectiva Ecológica constitui o segundo capítulo do  Livro SISTEMISMO ECOLÓGICO CIBERNÉTICO - UM PARADIGMA HOLÍSTICO, 4a. Edição - 2004 - 342 p., de autoria de Edson Paim & Rosalda Paim, o qual é apresentado a seguir: 




VISÀO ECOLÓGICA


visão ecológica é a percepção da realidade sob a ótica, sob o prisma, sob a perspectiva daEcologia.
No capítulo anterior, apresentamos o Sistemismo como o primeiro degrau da metodologia Sistêmica Ecológica Cibernética ou Eco-sistemismo Cibernético.
A Visão Ecológica constitui o segundo degrau do referido quadro de referência, como veremos no terceiro capítulo, intitulado Sistemismo Ecológico.    
         A par da utilização do enfoque sistêmico da Ecologia,  proposto no capítulo anterior, preconizamos a abordagem, simultânea, dos sistemas,  tanto sob os cânones do Sistemismo, como através do prisma da Ecologia, resultando daí, uma dupla perspectiva: Sistêmica e Ecológica..
             Recíproca e  simultaneamente,  advogamos o emprego  da abordagem do ambiente sob uma perspectiva sistêmica, com base nos cânones daTeoria Geral dos Sistemas (Sistemismo), além da sua óbvia focalização sob o prisma eminentemente  ecológico, surgindo, então, a Ecologia Sistêmica.       
Desta estratégia resulta a necessidade de utilização de um sistema discursivo ecológico na visualização dos sistemas e, vice-versa, a aplicação de uma linguagem sistêmica na descrição do ambiente dos sistemas, estratégia capaz de enriquecer, tanto o próprio estudo do sistema como o do respectivo ambiente.
O estudo de um determinado sistema, sem se considerar o ambiente que o envolve, se tornaria uma abordagem insuficiente, limitativa, fragmentária ou reducionista, tendo em vista que as condições ambientais que envolvem o sistema o afetam de modo significativo e, vice-versa.
Na verdade, o ambiente afeta o sistema, tanto quanto por este é afetado, "vivendo" ambos, em permanente interação recíproca.
Segundo Edgar Morin1“a nova teoria biológica, por mais incompleta que ainda seja, altera a noção de Vida. A nova teoria ecológica, por mais embrionária que seja, altera a noção de Natureza. A ecologia é uma ciência natural, fundada por Haeckel em 1873, que se propõe a estudar a relações entre os organismos e o meio, onde eles vivem.”
           O mesmo autor prossegue::
“Todavia, seja pelo fato da preocupação ecológica ter permanecido menor no conjunto das disciplinas naturais, seja porque o meio era concebido essencialmente como um molde geoclimático por vezes formativo (lamarckiano), outras vezes seletivo (darwiniano), em cujo seio as espécies vivem numa desordem generalizada e em que apenas reina uma lei, a do mais forte ou do mais apto, a verdade é que a ciência ecológica só recentemente concebeu a comunidade dos seres vivos (biocenose) num espaço ou “nicho” geofísico (biótopo), constituindo, juntamente com este, uma unidade global ou ecossistema. Porque razão sistema?
Ele próprio responde:
- “Pelo fato de que o conjunto das sujeições, das interações, das interdependências, no seio do nicho ecológico, constitui apesar e através de eventualidades e incertezas, uma auto-organização espontânea. Com efeito, equilíbrios criam-se e recriam-se entre índice de reprodução e índices de mortalidade. Estas regularidades, mais ou menos flutuantes, estabelecem-se partindo das interações.”
Apesar dos conflitos e antagonismos existentes entre os seres vivos e o ambiente, das associações harmônicas e desarmônicas (inter)intra-espécies, do funcionamento da cadeia alimentar, há um notávelequilíbrio ecológico, pois os ecossistemas possuem a capacidade deauto-regulação e auto-organização, determinado, enfim, pelo clima de cooperação e competição
“Há complementaridades que se estabelecem partindo das associações, simbioses e parasitismo, mas também entre comedor e comido, entre predador e presa, há hierarquias que se estabelecem entre as espécies; assim, da mesma forma que nas associações humanas em que não só as hierarquias, mas também os conflitos e as solidariedades se encontram entre os fundamentos do sistema organizado, a competição (matching) e o ajuste (fitting) são alguns dos fundamentos complexos do ecossistema. Através de todas estas interações, constituem-se os ciclos fundamentais: da planta ao herbívoro e ao carnívoro, do plancto ao peixe e ao pássaro: um ciclo gigantesco em que a energia solar produz o oxigênio, absorve o gás carbônico e une, por meio de mil retículos, o conjunto de seres do nicho ao planeta; nesse sentido o ecossistema é, por certo, uma totalidade auto-organizada. Assim, não era um delírio romântico considerar a Natureza um organismo global, um ser matricial, desde que não se esqueça de que essa mãe é criada por seus próprios filhos e de que ela também é madrasta, utilizando também a destruição e a morte como meio de regulação. 2
A destruição e a morte constituem mecanismos de “feedback”, ou cibernéticos, de regulação e controle da natureza, buscando permanentemente o equilíbrio ecológico, tudo a serviço dabiodiversidade.
Qualquer sistema persiste inserido em um ambiente, com o qual se relaciona (o ser e o ecossistema). Os sistemas só podem existir noambiente. Há apenas uma exceção: o único sistema sem ambiente é o próprio universo, pois não podemos conceber algo em seu entorno, constituindo, nesta acepção, um sistema fechado.
Um sistema de qualquer natureza, adicionado de seu ambiente, corresponde à totalidade douniverso.
“A ecologia ou, antes, a ecossistemologia (Wildem, 1972), é uma ciência que nasce, mas que já constitui uma contribuição primordial para a teoria de auto-organização do ser vivo e, no que diz respeito à antropologia, reabilita a noção de Natureza e, nela, enraíza o homem. A natureza já não é desordem, passividade, meio amorfo: é sim, uma totalidade complexa. O homem não é uma entidade estanque em relação de autonomia/dependência organizadora no seio do ecossistema. 3
A colocação da natureza como uma totalidade complexa, sanciona a nossa proposta da necessidade da existência de uma Ecologia Sistêmica, de igual forma que a imposição do surgimento de uma Biologia Sistêmica.
            Semelhantemente a todos os sistemas abertos que estabelecem constantes relações (estruturais, organizacionais e funcionais) entre todos os seus elementos componentes (subsistemas), o ecossistema só pode ser enfocado, também, como um sistema e, por isso mesmo, abordado sob uma visão sistêmica.
Todas as atividades de um sistema como ocorrecom  próprio ser humano, são relações de intercâmbios internos (intra-sistêmicas ou inter-subsistemas) e, também relações do todo com o seu exterior - ambiente, entorno, ecossistema - o que pode ser sintetizado como relações de trocas de matéria, energia e informações.
Esta tríade, em virtude de as informações serem sempre mediadas pormatéria e energia, poderia ser simplificada ou reduzida a dois termos (matéria e energia) e, em razão da unidade da matéria e da energia,seria possível empregar um só desses termos (matéria ou energia), entretanto, preferimos utilizar, sempre, a tríade: matéria, energia e informações, estratégia mais vantajosa, uma vez que, cada uma delas tem seu papel específico, atendendo melhor ás razões didáticas, à lógica, aos propósitos e finalidades deste trabalho.
Em virtude de que os intercâmbios entre osistema e o ambiente afetam a ambos mutuamente, seria considerado reducionista o estudo de qualquersistema que não abranja, também, o do seuambiente.
No intuito de sanar este caráter fragmentário, reducionista, propomos que, na abordagem de quaisquer sistemas, deva mos acrescentar, sempre, o exame de sua dimensão ambiental (ecológica), mediante a aplicação dos conceitos da Ecologia.
A ecologia, nos dias presentes, deve ser considerada em seu sentido mais amplo, abrangente e irrestrito, visualizando o próprio ambiente, como umsistema, estudando-o não só sob a abordagem ecológica, mas, concomitantemente, através doenfoque sistêmico, o que não só caracteriza como justifica nossa proposta de uma Ecologia Sistêmica.
Percebida e assimilada a Ecologia em sua dimensão atual,  a visão ecológica, aliada ao enfoque sistêmico, permitirá uma abordagem de natureza, ainda mais  abrangente, ao constituírem avisão sistêmica ecológica, referencial  obrigatório para o estudo das relações e interações dos sistemascom o ambiente que os envolve e vice-versa.
Esta perspectiva é, sobretudo, imprescindível, quando se aborda a complexidade do sistema humano e de seus metassistemas (família, comunidade, sociedade).
            Segundo Pierre Aguesse,4” a par da sua concepção clássica, a ecologia deve "incluir o Homo Sapiens e suas atividades", pois "a ecologia não é mais apenas a ciência do naturalista, de vez que disciplinas  tão  variadas como o direito, a economia, a sociologia,  etc. devem estar incluídas no seu campo de investigação", resultando em verdadeira ciência o homem.
Uma visão ecológica do homem sugere o seu estudo, de maneira dissociada seu contexto sócio-ambiental, através da Ecologia Social
Para Bougley,5” a ecologia "antes era disciplina um tanto difusa e incoordenada que lutava para abarcar estudos como a fisiologia, a genética e a evolução".
Podemos incluir as atividades laborais comorelações ecológicas  (um aspecto da ecologia humana), pois se trata de uma ação do ser humanosobre o ambiente e/ou sobre outros sistemassituados, também, no ambiente, inclusive os outrossistemas humanos, cuja interação implica em afetação mútua e recíproca.
 Estas relações podem ser traduzidas comotrocas de matéria, energia ou informações entre otrabalhador e o ambiente, ou mais apropriadamente como uma transferência de entropia negativa(negentropia) do corpo humano para o ambiente de trabalho e/ou para o objeto trabalhado.
Hoje em dia, um processo de globalizaçãocrescente está curso, em escala planetária, nos diversos setores da sociedade, afetando todos os seres humanos, indistintamente, principalmente os trabalhadores e os segmentos mais discriminados da sociedade, em virtude da maior dificuldade para adaptação às condições de mudança.
globalização estabelece um sistema de “vasos comunicantes” entre todos os processos sociais, sobretudo de natureza cultural, política e econômica. Este fato vem reforçar a necessidade e está, mesmo, a impor uma mudança de paradigma e uma nova abordagem da realidade.
globalização é conseqüência lógica da evolução e rapidez dos meios de transporte, do desenvolvimento dos processos de comunicação, da transmissão instantânea das informações e, da informatização de variados setores da sociedade, tudo em nível planetário.
Este fenômeno avança a cada dia e veio para ficar, para permanecer, por isso, teremos de assimilar aglobalização, com as suas virtudes e seus efeitos colaterais, queiramos ou não, já que ela constitui uma realidade, quer seja ou não de nosso agrado.
Não adianta permanecermos à maneira de um cachorro que late diante da lua ou tomar atitude de avestruz, enterrando a cabeça na areia, diante do vento. 
Em face deste processo globalizante, oambiente ou ecossistema em que o homem vive tem dimensão planetária: a aldeia global referida porMcLuhan11.
Em relação aos efeitos danosos da era daglobalização, um dos antídotos é o conhecimento e a utilização do Sistemismo e das metodologias dele decorrentes, o que se torna, cada dia, mais necessário, a fim de melhor entender esse processo globalizante e, conseqüentemente, lutar contra suas conseqüências nefastas e capacitando-nos para, ao mesmo tempo, aproveitarmos as suas potencialidades benéficas, entre as quais se destaca os projeto de inclusão digital que permitirá a universalização do acesso às informações pelos setores mais oprimidos da sociedade, como instrumento de ascensão social.   
  .A Teoria Geral dos Sistemas12(Sistemismo) e o Sistemismo Ecológico Cibernético se credenciam como teorias da globalização e, por isto afirmamos que desconhecê-las é se tornar incapacitado para aceitar a inexorabilidade desse processo, para compreender as suas repercussões e atuar em função da possibilidade de evitar seus efeitos danosos.
Seus reflexos se fazem notar no sistema antropossocial, como um todo, no futuro das empresas e, na vida de cada ser humano, impedindo-lhes de usufruir as suas potencialidades benéficas e de se expressar em toda a plenitude.
Sistemismo, estabelecido há meio século, foi capaz de prever o surgimento desta nova realidade e pretendeu representar uma etapa decisiva na construção e evolução de um referencial capaz de corresponder às necessidades dos tempos modernos.  
Esta metodologia, reforçada através da contribuição da Cibernética e da Teoria da Informação, enfatiza o equilíbrio dos sistemas,entre os quais o do corpo humano, enquanto ampliada pelo concurso da Ecologia, extrapola o âmbito do sistema, para abranger, também, oambiente (sistema ambiental), em que o sistemaem causa está inserido.
Ao longo do processo VIDA, o estado deequilíbrio, a homeostasia, a saúde, seria uma condição natural do ser humano, enquanto que o fenômeno doença representaria, simplesmente,  intercorrências, em determinados instantes da sua trajetória vital.
O evento patológico corresponde à resultante dos efeitos, concomitantes, de potencialidades genéticas e de inadequadas relações ser humano com o ambiente,que podem ser traduzidas por impróprias relações de intercâmbio de matéria, energia e informações entre o sistema humano e o ambiente em que vive.
            Atualmente, as condições ambientais se deterioram progressivamente, mercê das ações deletérias do homem sobre o ambiente, resultante, dentre outras causas, da voracidade econômica, provocando a destruição da natureza e minimizando, quase sempre, os dispêndios com medidas de sua conservação e com atividades de saneamento básico.
O saneamento básico representa o “primo pobre” das obras de infra-estrutura, por aparecer menos que as pontes, as  estradas e os hospitais, não têm merecido a necessária atenção dos administradores, apesar de seus enormes dividendos auferidos pela população, expressos por benéficos reflexos, principalmente, no âmbito da saúde pública.    
As referidas condições são potencializadas pela ausência ou insuficiência de outras providências profiláticas e de ações controladoras da poluição, provocando a degradação do ecossistema, condições agravadas por inadequada consciência ecológica,individual e coletiva.
Sistemismo preconiza uma visão ouabordagem sistêmica dos elementos constituintes da realidade, inclusive, do próprio homem (sistema humano).
Com fundamento nas idéias expostas, apresentamos três dentre osPrincípios do Sistemismo Ecológico Cibernéticoobjeto deste livro:

    1 - Princípio da Universalidade Ecológica


  A abordagem de quaisquer sistemas - físicos, biológicos, tecnológicos e antropossociais - deverá, necessariamente, abranger a focalização de seus metassistemas e do ambiente em que se acham inseridos, mormente as referentes às relações de trocas de matéria, energia e informações entre o sistema e seus subsistemas  e, de  ambos com o ambiente.

homem, ao transformar o ambiente, mudou, também, de maneira acentuada e drasticamente, o espectro nosológico.
No passado, as doenças dependiam, além dos fatores genéticos, predominantemente, de condições preexistentes na natureza (ambientes físico e biológico), que ainda condicionam variadas patologias, características das regiões subdesenvolvidas.
Presentemente, a etiologia das doenças está grandemente relacionada com fatores determinantes e condicionantes sociais (ambientes tecnológico e social), mais acentuadas nas áreas desenvolvidas, coexistindo, entretanto, ambas as condições, nas regiões em desenvolvimento.
Dos grandes flagelos que assolam, presentemente, a humanidade inteira, inclusive os habitantes dos países desenvolvidos, dois, antagônicos se destacam, pela amplitude e conseqüências: de um lado a desnutrição, a fome crônica e, de outro a “hipernutrição” (obesidade), - esta, correspondente, de um modo geral, a uma  desnutrição qualitativa -ambas, de caráter endêmico e planetário.
Na verdade, a fome e a obesidade constituem duas enormes pandemias que atingem quase a totalidade dos habitantes da Terra, excetuando, apenas, uma pequena faixa intermediária (“bord line”) da população, passível de ser considerada em estado de higidez
 Com relação à hostilidade do ambiente, o ser vivente pode se comportar de uma, ou mais, das seguintes maneiras:
·         Adapta-se ao ambiente;
·         Transforma o ambiente;
·         Muda de ambiente ou
·         Sucumbe.
A introdução da visão ecológica neste trabalho decorre da importância dos efeitos do ambiente sobre todos os seres vivos e, sobre a totalidade dossistemas nele contidos, mormente, os que envolvem ohomem e à sociedade.
A enfatização da ecologia não se faz em detrimento do ser humano, como ocorre com determinado ecologismo vigente, através do qual, alguns “ambientalistas”, ou seja, supostos ecologistas, privilegiam o ambiente, em detrimento do homem.
 “A nova consciência ecológica deve mudar a idéia de natureza, tanto nas ciências biológicas (para as quais a natureza não passava de selecionadora dos sistemas vivos e não era ecossistema integrador desses sistemas) quanto nas ciências humanas (em que a natureza era amorfa e desordenada). Outra coisa que deve mudar é a concepção da relação ecológica entre um ser vivo e o seu meio ambiente. Segundo o antigo biologismo o ser vivo evoluía no seio da natureza, limitando-se extrair dele energia e matéria, dele dependia unicamente no que se referia a alimentação e suas necessidades físicas. É a Schrödinger, um dos pioneiros da revolução biológica, que devemos a idéia capital de que o ser vivo não se alimenta só de energia, mas também de entropia negativa. (Schrödinger, 1945), isto é de organização complexa e informação. Esta proposição foi desenvolvida diversamente e pode-se afirmar que o ecossistema é co-organizador e co-programador do sistema vivo que se encontra integrado nele (Morin, 1972). Esta proposição apresenta uma conseqüência teórica muito importante: a relação ecossistêmica não é uma relação entre duas entidades estanques; trata-se de uma relação integrativa entre dois sistemas abertos em que cada um é parte do outro, constituindo um todo. 13
            Há uma interação entre os sistemas vivos e osistema ambiental, constituindo um todo em que ambos se afetam mutuamente, correspondendo a um processo integrativo, em que um é parte do outro, formando, na realidade, um novo sistema de maior amplitude, de natureza mista: o sistema vivo/ecossistema. 
“Enquanto a Ecologia modifica a idéia de natureza, a etologia modifica a idéia de animal. Até então, o comportamento animal parecia ora comandado por reações automáticas ou reflexos, ora por impulsos automáticos ou “instintos”, ao mesmo tempo cego e extralúcidos, cuja função era satisfazer as necessidades de proteção, de sobrevivência e de reprodução do organismo. Ora, as primeiras descobertas etológicas indicam que o comportamento animal é, ao mesmo tempo organizado e organizador. Primeiramente surgiram as idéias de organização e território. Os animais comunicam-se, isto é, exprimem de um modo que é recebido como uma mensagem e interpretam comportamentos específicos como mensagens (Sebeok,1968).14
A influência constante e permanente doambiente sobre o sistema humano e seu comportamento, pode ser expressa pelo acoplamento do Enfoque Sistêmico com a Visão Ecológica, como se verá no Princípio da Ecologia Sistêmica, o qual consta do capítulo  III.
A expressão vulgar: “o homem é produto do meio” tem seu fundamento, desde que se lhe acrescente o outro fator,  preponderante, o seu patrimônio genético.
Com apoio nesta assertiva, formulamos o:

- Princípio Genético-Ambiental 


                     O ser humano é, em cada instante de sua trajetória existencial, a resultante dos efeitos de dois componentes: um  genético, expresso pelo conteúdo informacional (instruções codificadas em linguagem cromossômica), equivalente a um projeto inscrito no seu genoma e, outro, correspondente ao impacto ambiental sobre patrimônio genético, produzindo conseqüências cumulativas, cuja historicidade, acrescida dos resultados instantâneos desses fatores, em cada momento considerado, extrapolando para abranger o seu vir-a-ser, tudo sintetizado como o somatório cumulativo das conseqüências das trocas de matéria, energia e informações entre o organismo e o ambiente, ocorrentes no decurso de todo o processo “vida”, incluindo as potencialidades, os projetos e o devir desses intercâmbios.

                           -  Corolários:

            - O ser humano é, em determinado instante de sua trajetória existencial a resultante dos efeitos conjuntos da sua programação genética, expressa em linguagem cromossômica e, da história, adicionada da ação instantânea das trocas de matéria, energia e informações intra-sistêmicas e, do organismo, em sua totalidade, com o ambiente, incluindo, também, o seudevir.
- O homem é, em cada instante considerado, o seu passado, seu presente instantâneo e o seu futuro.
- O presente, o passado e, o vir-a-ser do ser humano estão na dependência das informaçõesarmazenadas no seu código genético e dos efeitos cumulativos (históricos, instantâneos e futuros), decorrentes das ações de trocas de matéria, energia e informações entre o referido ser e o ambiente. 
            Este Princípio poderia, também, ser designado como Princípio Genético (Histórico-Instantâneo-Futuro)-Ambiental.
            Ao encerrarmos este capítulo, insistimos em reafirmar o grande poder de síntese da Teoria Geral dos Sistemas 13, o que se torna evidente, ao permitir relacionar tudo que existe no universo em, apenas, quatro linhas de sistemas:
 - um sistema físico que vai do átomo ao Universo físico;
             - um sistema biológico  - desde o vírus até ao homem;
            - um sistema tecnológico - iniciando com a flecha (ou qualquer outro instrumento, mais primitivo ainda, para chegar aos engenhos espaciais);
- um sistema antropossocial - a partir da família até a sociedade planetária
            Com base nesta síntese, conclui-se que, dentro de uma perspectiva sistêmica da Ecologia, consideramos o ambiente, (também um sistema) que envolve o sistema, objeto de estudo ou de qualquer outro, como sendo integrado por elementos de cada uma destas linhas de sistema.
Isto equivale a conceber o ambiente, em sua totalidade, integralidade e abrangência, como constituído por elementos representativos das quatro linhas de sistemas referidas (ambiente físico, biológico, tecnológico e antropossocial), o que corresponde ao enfoque sistêmico da Ecologia e, permite caracterizar, assim, uma Ecologia Sistêmica.
enfoque sistêmico (Sistemismo), referido no Capítulo anterior e, a visão ecológica, tratada neste Capítulo, serão focalizados, conjuntamente, a seguir, sob a designação de abordagem sistêmica ecológica ou Sistemismo Ecológico, correspondente ao primeiro e ao segundo degraus do processo de elaboração da metodologia sistêmica ecológica cibernética informacional, abreviadamente, Sistemismo Ecológico Cibernético.

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copyright Ó by Edson N. Paim e Rosalda C.N. Paim

Diagramação: Marcos A. de Oliveira
Técnico em Informática

Dados Internacionais de catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

                Paim, Edson N.
                Paim, Rosalda C. N.
Sistemismo Ecológico Cibernético /  Edson N. Paim,  Rosalda Paim
                               Técnica: Marcos Antônio de Oliveira  - Lambari (MG);
                               Cel Informática & Editoração Ltda., 2004. 342 p.

                1 - Sistemismo Ecológico Cibernético - Um Paradigma Holístico